Em um cenário onde a Inteligência Artificial (IA) domina as discussões corporativas, surge uma estatística alarmante: 95% dos projetos de IA nas empresas falham. O motivo, curiosamente, não é a falta de processamento ou algoritmos ineficientes, mas sim a dificuldade intrínseca nas relações humanas e na sustentação do que é vendido.
Neste post, exploramos os principais insights do nosso podcast com Tatiana Campos, (CEO da Luxtia e Franqueada Skyone), e Aton Gondim (Customer Success Especialist na Curseduca), sobre como o relacionamento interpessoal e as habilidades socioemocionais são o verdadeiro motor do crescimento na era digital.
Um dos maiores erros apontados por Tatiana Campos é tratar a IA como se fosse um software tradicional (como um ERP ou um app comum). Projetos de IA não são “plug and play”. Eles possuem uma fricção gigantesca quando tentamos automatizar processos que já são falhos ou quando não há dados de qualidade.
A gente cria alguém que repete o humano. Que vantagem a gente leva em gastar milhões para repetir processos humanos que nos trouxeram até onde já estamos?
Tatiana Campos
Para que a tecnologia avance, é necessário sair do especialista técnico isolado e criar mesas de projeto multidisciplinares que incluam RH, financeiro, marketing e especialistas que entendam de cultura corporativa.
Aton Gondim destaca que o relacionamento corporativo, especialmente em fases críticas como a implantação, é um processo de tradução. Em um projeto, existem múltiplas realidades: o que o cliente disse, o que ele acha que disse, o que o profissional ouviu e o que ele acha que ouviu.
Um dos pontos mais práticos do debate foi a necessidade de simplificar o “tecniquês”. Tatiana assume total responsabilidade pela clareza de sua comunicação. Se o interlocutor precisa ir ao Google para entender metade das palavras usadas em uma reunião, o comunicador falhou.
Para explicar conceitos complexos como um Lake House, Tatiana utiliza analogias simples: imagine um galpão onde você abre todas as caixas de dados e mistura as informações no chão para que a IA possa “brincar” e aprender ali dentro. Ser simples é o que permite que o negócio e a tecnologia caminhem juntos.
Para quem busca crescer na carreira técnica (Devs), o conselho é claro: desconecte-se dos estigmas de Hollywood. O mercado não precisa do gênio isolado de moletom e fone de ouvido, mas de profissionais que:
Os convidados revelaram como usam a IA para escalar seus próprios resultados:
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