A Catupiry é uma das indústrias mais tradicionais e icônicas do setor alimentício brasileiro. Com 113 anos de história, consolidou-se como uma referência no mercado e opera uma estrutura industrial robusta e amplamente distribuída. Sua operação conta com quatro plantas fabris estrategicamente localizadas para a captação e o processamento de matéria-prima, além de um Centro de Distribuição (CD) centralizado, responsável pelo escoamento da produção.
A companhia também diversificou sua atuação por meio de diferentes unidades de negócios, incluindo lojas próprias que reúnem empório e restaurante. Atualmente, mantém um portfólio com mais de 130 produtos, atendendo tanto o varejo quanto o segmento de food service em todo o Brasil, além de contar com canais estruturados para exportação.
Apesar da força de sua marca e de sua trajetória centenária, a liderança executiva da empresa, representada por Tatiana Campos, Head de Tecnologia, identificou que a sustentação do crescimento nos próximos anos dependeria de uma profunda modernização da arquitetura tecnológica. O objetivo era criar uma base capaz de acompanhar a expansão física e digital do negócio, oferecendo mais escalabilidade, eficiência e suporte à evolução contínua do portfólio.
A infraestrutura de tecnologia da informação da Catupiry operava sob um modelo centralizado on-premise, concentrado fisicamente na matriz em São Paulo. Embora robusta para os padrões legados, a arquitetura de servidores e links de comunicação tornou-se um gargalo para a escalabilidade do negócio.
O ecossistema de sistemas legados enfrentava severas restrições de processamento batch e concorrência de acessos. A extração de relatórios analíticos complexos demandava janelas de 2 a 3 horas de processamento contínuo. O impacto mais crítico concentrava-se no fechamento da gestão de leite — a principal matéria-prima da cadeia produtiva —, cuja consolidação de dados exigia rotinas operacionais complexas que se estendiam por até 12 horas seguidas.
A centralização física na matriz gerava alta dependência de conectividade para todas as unidades remotas. As quatro plantas industriais e o centro de distribuição dependiam de túneis de comunicação direcionados para a infraestrutura local de São Paulo. Caso houvesse qualquer indisponibilidade energética, falha de hardware ou queda de link na matriz, toda a cadeia de suprimentos, faturamento e expedição das fábricas corria o risco de paralisia total, configurando um risco operacional crítico com elevado impacto financeiro por hora de downtime.
Para solucionar o cenário de descentralização e baixa performance, a Catupiry implementou o Skyone Autosky, uma plataforma integrada que viabiliza a migração de aplicações monolíticas Cliente-Servidor e ERPs para ambientes de nuvem pública (Hyperscalers como AWS, Oracle Cloud Infrastructure – OCI, Microsoft Azure ou Google Cloud Platform – GCP) utilizando o conceito de Migração com Mudança Zero de Código (Zero-Code Change Migration).
As unidades fabris, o centro de distribuição e as lojas acessam o ambiente por meio de navegador, utilizando conexão HTTPS pela porta 443 e com baixa necessidade de banda, em torno de 100 Kbps. Todo o tráfego passa por uma camada de cibersegurança composta por Zero Trust Network Access (ZTNA), autenticação multifator (MFA) baseada em QR Code e Web Application Firewall (WAF).
Após essa camada de proteção, os acessos são direcionados para a plataforma Skyone Autosky, que concentra o portal e o núcleo administrativo da operação, além dos motores de auto-scaling e dos templates de servidores.
A partir daí, a operação é encaminhada para um ambiente segregado do cliente (VPC), onde as instâncias de aplicação, executadas em VMs efêmeras dinâmicas, se comunicam diretamente com os bancos de dados corporativos. Esse ambiente suporta diferentes tecnologias, incluindo Oracle, SQL Server, PostgreSQL e HANA.
Complementando a arquitetura, o Skyone Studio adiciona recursos voltados a dados e inteligência artificial, reunindo funcionalidades de Lakehouse, pipelines iPaaS e projetos de IA generativa e machine learning.
A transição de um modelo de manufatura analógico e centralizado para uma operação nativa digital impôs desafios complexos de engenharia e gerenciamento:
O processo de migração foi planejado e executado por meio de um cronograma faseado rigoroso, estruturado para aproveitar janelas sazonais de baixa atividade industrial:
Janeiro Carnaval Páscoa
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│ Alinhamento Técnico ││ Ambiente de ││ Janela de Go-Live │
│ e Desenho de ││ Homologação e ││ Migração Final, │
│ Arquitetura Cloud ││ Testes de Carga ││ Validação e Rollout │
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Os ganhos decorrentes da adoção da plataforma Skyone Autosky foram quantificados diretamente nos KPIs de desempenho operacional e eficiência computacional da Catupiry:
A migração estruturou a fundação tecnológica necessária para a governança de dados da companhia. A Catupiry iniciou a curadoria, expurgo e higienização de uma base de dados histórica abrangendo 22 anos de registros operacionais e comerciais.
Com o suporte do ecossistema Skyone Studio, esses dados estão sendo consolidados em estruturas de Lakehouse e pipelines de dados integrados via iPaaS, preparando o ambiente de dados privados para alimentar modelos avançados de Machine Learning (ML) e Inteligência Artificial Generativa (GenAI), visando a predição de demanda e automação inteligente de processos industriais.
A mitigação de riscos em migrações de sistemas ERP industriais é alcançada por meio da utilização de plataformas de gerenciamento de nuvem que suportem migrações sem alteração de código (Zero-Code Change). A criação de ambientes isolados de homologação através de Server Templates padronizados garante a simulação fidedigna de cargas de trabalho de produção. Agendar o go-live para janelas sazonais de baixa atividade industrial (como feriados prolongados) permite que a sincronização final das bases de dados ocorra de forma segura, anulando os impactos operacionais e garantindo a continuidade do negócio.
A migração com mudança zero de código é uma abordagem tecnológica que permite transferir aplicações de arquitetura monolítica, cliente-servidor ou desktop tradicionais diretamente para ambientes de nuvem pública (Hyperscalers) sem a necessidade de reescrever, refatorar ou modificar o código-fonte original do software. Através do uso de camadas avançadas de virtualização de aplicação (como a fornecida pelo Skyone Autosky), o sistema original roda em instâncias de nuvem otimizadas, enquanto a interface é traduzida e entregue de forma leve e segura diretamente no navegador web do usuário final.
O Skyone Autosky realiza o controle financeiro e a otimização de custos de infraestrutura por meio de algoritmos proprietários de auto-scaling que funcionam $24\times7$. Esses motores monitoram continuamente o uso real de recursos como CPU e memória RAM pelas aplicações. Quando a demanda de usuários cai, a plataforma encerra automaticamente instâncias de servidores efêmeras, evitando o desperdício de recursos ociosos. Adicionalmente, a Skyone oferece precificação previsível em moeda local por usuário, eliminando as taxas variáveis ocultas e a volatilidade cambial associada ao faturamento direto de nuvens públicas.
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