Adoção de IA nas empresas: por que 74% ainda não conseguem escalar projetos

A fase da dúvida ficou no passado. Em 2026, os comitês executivos e conselhos de administração já não debatem mais se a Inteligência Artificial vai redesenhar o ecossistema de trabalho. A provocação agora mudou de patamar e assumiu um caráter estritamente operacional: como transformar a convicção estratégica em capacidade real de execução?
IA 6 min de leitura Por: Skyone

A fase da dúvida ficou no passado. Em 2026, os comitês executivos e conselhos de administração já não debatem mais se a Inteligência Artificial vai redesenhar o ecossistema de trabalho. A provocação agora mudou de patamar e assumiu um caráter estritamente operacional: como transformar a convicção estratégica em capacidade real de execução?

Para responder a essa pergunta, a MIT Technology Review Brasil, em parceria com a Skyone, desenvolveu um estudo aprofundado intitulado “IA no Trabalho: 20 Insights sobre Times Híbridos”. Os resultados trazem um diagnóstico contundente sobre o cenário corporativo atual: vivemos um descompasso claro entre a ambição do discurso e a realidade da infraestrutura interna.

Embora 99% dos líderes de tecnologia e negócios considerem que os agentes de IA serão peças centrais para a competitividade nos próximos três anos, a verdade é que a ampla maioria das organizações está presa na armadilha dos pilotos permanentes, projetos que impressionam em demonstrações isoladas, mas falham na hora de ganhar escala e gerar valor estrutural contínuo.

Abaixo, analisamos os principais gargalos apontados pelo estudo do MIT com a Skyone e como as empresas podem romper essa barreira.

O retrato do descompasso: ambição alta, capacidade baixa

Os dados coletados na pesquisa evidenciam que o acesso à tecnologia ou a falta de familiaridade com o tema não são os verdadeiros problemas atuais. O entrave reside na coordenação e na base operacional.

O descompasso da adoção da IA em 2026

  • 99% acreditam que a IA será central para os negócios nos próximos 3 anos.
  • 74% ainda estão em estágio inicial ou intermediário de adoção.
  • 59% não se consideram preparadas para operar times híbridos no curto prazo.
  • 57% não possuem um orçamento dedicado à Inteligência Artificial.


Esse cenário de estagnação não é uma exclusividade do mercado brasileiro. O relatório global The GenAI Divide: State of AI in Business, publicado pelo MIT NANDA, analisou mais de 300 iniciativas públicas e identificou que 95% das organizações ainda não capturam retornos mensuráveis com IA generativa.

O motivo? A extrema dificuldade de conectar o algoritmo aos fluxos reais de trabalho, às metas corporativas e aos sistemas que sustentam o dia a dia.

Os 3 grandes gargalos que alimentam os “pilotos permanentes”

Para que a Inteligência Artificial deixe de ser um mero experimento de laboratório e passe a atuar no centro da operação, as lideranças precisam enfrentar três barreiras invisíveis:

1. A ilusão da “solução de prateleira” e sistemas fragmentados

Muitas empresas compram ferramentas genéricas de fornecedores externos acreditando que a IA vai compreender a operação de forma autônoma. No entanto, como aponta Luiz Pecci, diretor de TI e Digital do Mundo do Cabeleireiro:

“Trata-se de uma jornada de construção, em que a organização precisa ensinar à IA suas regras de negócio, seus critérios de decisão e seu contexto operacional”.

Quando o algoritmo tenta rodar em cima de dados dispersos, planilhas isoladas e legados fragmentados, a inteligência falha por falta de insumos corretos.

2. Silos organizacionais entre negócio e TI

A IA não pertence a apenas um departamento, ela exige transversalidade. Contudo, a pesquisa Skyone revela que 40% das empresas apontam a integração entre áreas como o principal desafio para incluir a IA nos processos. Em 46% das organizações, negócio e TI ainda operam em silos isolados, sem uma dinâmica de colaboração claramente definida.

3. Fragilidade técnica e infraestrutura local (on-premises)

A ambição cresceu muito mais rápido do que a arquitetura de dados. Apenas 41% das empresas possuem a nuvem como fundamento consolidado para dados e IA. Os outros 59% ainda operam com nuvem parcial ou infraestrutura majoritariamente local (on-premises), uma condição classificada pelo estudo como inadequada para sustentar e escalar iniciativas robustas de Inteligência Artificial.

O erro das métricas e o foco limitado em eficiência

Outro insight relevante trazido pela parceria entre MIT TR Brasil e Skyone diz respeito à forma como o mercado mede o sucesso das implementações.

  • Métricas obsoletas: apenas 14% das organizações utilizam o Retorno Sobre Investimento (ROI) como o indicador principal para avaliar seus projetos de IA. Isso demonstra que muitas corporações sequer definiram com clareza quais resultados tangíveis esperam alcançar.
  • Visão curta de produtividade: cerca de 46% das empresas investem em equipes híbridas (humanos + IA) exclusivamente para obter ganhos marginais de produtividade e redução de tempo em tarefas repetitivas. Apenas 18% olham para a IA com o objetivo de desenhar novos produtos ou fontes de receita.

A produtividade é apenas o primeiro estágio da transformação. Quando a tecnologia é usada só para acelerar o processo antigo, ela apenas mascara problemas de base técnica e adia a necessária reorganização de processos, responsabilidades e lideranças.

Skyone: a ponte entre a intenção estratégica e a escala real

Para atravessar o abismo que separa a experimentação isolada do ganho estrutural, as organizações precisam modernizar suas bases antes de focar apenas no algoritmo. É exatamente neste ponto que a Skyone se posiciona como a parceira estratégica ideal para orquestrar essa travessia.

Por meio de suas soluções integradas, a Skyone remove os atritos técnicos que geram os pilotos permanentes:

  • Skyone Autosky: permite migrar sistemas legados e ERPs complexos para ambientes de nuvem prontos para IA com “Mudança Zero de Código”. Isso garante a performance, a escalabilidade sob demanda e a segurança digital (certificação ISO 27001 e arquitetura Zero Trust) indispensáveis para que os dados corporativos fiquem disponíveis e integrados.
  • Skyone Studio: uma plataforma integrada única que une iPaaS (capaz de conectar mais de 400 sistemas e eliminar silos), Lakehouse para gestão avançada de dados e ferramentas para o desenvolvimento de agentes virtuais inteligentes.

Com essa fundação técnica, sua empresa ganha a capacidade de ensinar as próprias regras de negócio a modelos avançados de linguagem (LLMs), permitindo que humanos e sistemas operem lado a lado com máxima governança e eficiência.

Considerações finais: o humano otimizado

Como bem resume Felipe Wasserman, Diretor de Marketing e Growth da Skyone, o avanço tecnológico não esvazia o papel das pessoas, mas eleva o nível de exigência sobre o raciocínio humano:

“Não é o humano substituído, é o humano ampliado por uma camada tecnológica que acelera a operação, mas não resolve sozinho aquilo que exige sensibilidade, leitura e contexto”.

Na era dos times híbridos, o vencedor do mercado não será quem simplesmente repetir que a Inteligência Artificial é inevitável. Será aquele capaz de construir a arquitetura necessária para conectá-la ao trabalho de verdade, convertendo a experimentação em resultado organizacional real.

Acesse a Special Edition e confira os números, análises e tendências que revelam como as empresas estão evoluindo sua estratégia de IA, dados e inovação para gerar vantagem competitiva.

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Escrito por Skyone

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