A transformação digital deixou de ser uma escolha estratégica para se tornar um imperativo de sobrevivência no mercado global. No entanto, a transição entre sistemas legados e o potencial máximo da Inteligência Artificial (IA) não depende apenas de código ou hardware, mas de uma mudança estrutural profunda na cultura organizacional.
Neste episódio do podcast Elas em Tech, Thaís Cano, recebeu Mônica Granzo, CEO da Smarkets, para discutir como a tecnologia está remodelando o setor de compras (procurement) e quais são as barreiras invisíveis que impedem as empresas de alcançarem a produtividade máxima.
A jornada de Mônica é um exemplo de ascensão marcada pela visão de negócio e inovação. Com uma base sólida em Ciências Contábeis e experiência iniciada precocemente no mercado de trabalho, ela consolidou sua carreira liderando processos de digitalização em grandes redes hospitalares há mais de 20 anos.
Foi ao perceber um gap estratégico no mercado, onde empresas buscavam soluções de compras mas não tinham foco em tecnologia para isso, que nasceu a Smarkets. Hoje, a companhia atua de forma agnóstica, atendendo gigantes como Itaú, Bradesco e Stellantis, focando em transformar operações ineficientes em centros de sucesso.
Um dos pontos centrais da discussão foi o custo da ineficiência. Muitas corporações ainda operam processos de compras utilizando ferramentas limitadas, como planilhas de pacote office.
A transformação digital visa corrigir esses gargalos, trazendo economia na ponta e liberando profissionais para funções mais estratégicas.
A IA não deve ser vista apenas como um robô que executa tarefas, mas como uma ferramenta que mexe na estrutura organizacional. Na Smarkets, a inteligência artificial já é aplicada em frentes como:
“A partir do momento que você ganha produtividade com uma implementação, você precisa repensar a sua estrutura e a sua matriz de cargos e salários.”
Mônica Granzo, CEO da Smarkets
Curiosamente, a tecnologia raramente é o principal obstáculo. O desafio real reside no mindset dos colaboradores. A resistência à mudança, o medo do erro e a zona de conforto profissional dificultam a adoção de processos inovadores. Para muitas lideranças, o medo de arriscar em algo novo, mesmo com cases de sucesso, prolonga o ciclo de vendas da inovação.
Embora o instinto e a experiência humana (feeling) continuem sendo diferenciais importantes, eles não podem ser bússolas solitárias. Uma gestão eficiente exige ritos e indicadores (KPIs) claros.
Na Smarkets, as decisões de promoção, contratação ou demissão são fundamentadas em métricas de produtividade e contribuição real para as metas da companhia. Esse processo de “cima para baixo” educa as lideranças e cria uma cultura onde o dado é o pilar da verdade.
O episódio também destacou o impacto positivo da diversidade na tecnologia. Mônica compartilha como a eleição da primeira gerente de tecnologia da Smarkets (uma líder técnica e pragmática) trouxe mais agilidade e previsibilidade aos cronogramas da empresa nos últimos oito meses.
A diversidade não é apenas uma cota; é uma estratégia de negócio que une diferentes pontos de vista e sensibilidades para construir pontes mais inovadoras.
A mensagem final de Mônica é um chamado à coragem para executivos e uma inspiração para mulheres: é possível equilibrar os papéis de mãe, mulher e CEO, desde que haja foco em construir cases de sucesso que inspirem as próximas gerações. A transformação digital é uma jornada de sobrevivência, e quem não começar a se preparar agora, corre o risco de ser deixado para trás.
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