O mercado de tecnologia está atravessando uma mudança de paradigma que supera a chegada da internet. Não estamos falando apenas de “usar IA” para acelerar tarefas, mas de uma transformação estrutural na forma como o software é concebido, vendido e operado. Durante o ERP Summit 2026, Robson Del Fiol, Diretor Executivo de Educação da Skyone, trouxe à tona um conceito que já está mudando o dia a dia das empresas: o Vibe Coding.
Mas o que exatamente isso significa para desenvolvedores, gestores de TI e empresas de SaaS? Se você ainda vende software por licença de usuário ou acredita que a barreira de desenvolvimento protege seu negócio, este artigo é para você.
O Vibe Coding não é sobre substituir o desenvolvedor, mas sobre desafiá-lo. Ele descreve um modelo onde qualquer pessoa, seja um CFO, diretor de RH ou gerente, pode criar um sistema funcional apenas conversando com uma Inteligência Artificial.
Neste cenário, o usuário coloca sua intenção (a “vibe”), seja por áudio ou texto, e a IA traduz isso em código, integrações e interfaces.
O grande desafio: o maior concorrente de uma empresa de software hoje não é outro ERP, mas o próprio usuário. Se a barreira de desenvolvimento caiu para zero, o cliente pode simplesmente decidir fazer o próprio sistema em vez de pagar por uma licença engessada.
A ascensão do Vibe Coding impulsiona o que Del Fiol chama de Economia dos Agentes. Nela, as empresas deixam de operar apenas via interação humana com sistemas para operar de uma tecnologia operando outra, de um agente operando outro.
Se um sistema realiza todas as transações de forma autônoma e a empresa não precisa de um funcionário para operá-lo, para quem você venderá a licença? O modelo tradicional de cobrança por “seat” (usuário logado) perde o sentido quando as empresas passam a ter menos pessoas e mais automação.
As novas formas de monetização devem migrar para:
Embora o Vibe Coding facilite a criação de aplicações, ele traz efeitos colaterais: softwares de baixa qualidade e riscos críticos de cibersegurança. É aqui que reside a oportunidade para os fornecedores de tecnologia que decidirem liderar a transformação.
O software não vai morrer, mas ele vai “sumir” como interface principal. A interface passará a ser a voz ou uma conversa inteligente. Para sobreviver nesta era AI-Native, o software precisa se tornar uma plataforma que entrega:
Para viabilizar essa transição do software tradicional para o modelo AI-Native, a Skyone desenvolveu o Skyone Studio. Ele é uma plataforma integrada que elimina silos e organiza dados para simplificar projetos de IA.
A plataforma opera em camadas estratégicas que resolvem os problemas citados por Del Fiol:
Diferente do desenvolvimento “amador” que o Vibe Coding pode gerar, o Studio oferece Guard Rails (trilhos de proteção), permitindo que a IA opere sob regras de segurança corporativa, como autenticação de dois fatores e análise de contexto.
Ignorar a revolução da IA e do Vibe Coding é como ver um tsunami de longe e não correr. Quando a onda chegar, não haverá tempo para reagir.
As decisões estratégicas de hoje determinarão quem será o líder e quem será a vítima da comoditização da tecnologia. O caminho é abraçar a mudança, transformar seu software em uma plataforma e focar na criação de valor tangível para o usuário final.
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