A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa futurista para se tornar a “Nova Revolução Industrial”. No entanto, à medida que o hype cresce, cresce também a confusão sobre o que essa tecnologia realmente representa e como ela pode, de fato, transformar a última linha do balanço financeiro de uma organização.
Recentemente, após o The Developers Conference (TDC) AI Summit em São Paulo, especialistas da Builders by Skyone debateram as principais polêmicas e insights que estão moldando o setor. O veredito é claro: não basta ter IA; é preciso ter estratégia, infraestrutura robusta e, acima de tudo, foco no valor de negócio.
Neste artigo, exploramos as nuances técnicas e estratégicas para implementar a IA de forma eficiente, evitando os equívocos comuns que drenam investimentos sem trazer retorno.
Uma das maiores polêmicas levantadas por Renata Klein, cientista de dados e arquiteta na Skyone, é a confusão entre consumir uma API e criar um modelo de linguagem (LLM).
Muitos profissionais acreditam estar desenvolvendo tecnologias proprietárias “do zero”, quando na verdade estão apenas plugando interfaces em modelos já existentes, como OpenAI ou Gemini. Criar um modelo treinado exige:
Para as empresas, entender essa distinção é vital para o planejamento de custos e para a segurança da propriedade intelectual.
Beatriz Fujii, analista de dados na Skyone, aponta uma dor latente no mercado: muitas empresas criam agentes de IA apenas para dizer que possuem a tecnologia, sem identificar qual dor de negócio estão tratando ou quais números desejam impactar.
A IA deve ser vista como uma ferramenta de mineração de valor. Beatriz utiliza uma analogia poderosa com a indústria mineradora: enquanto o foco pode ser o cobalto, a IA pode identificar “pedras preciosas e ouro” (dados e indicadores) que seriam desperdiçados no final da esteira de produção.
A IA serve justamente para trazer indicadores de coisas que você poderia perder, agregando valor à sua atividade principal.
Beatriz Fujii
Outro ponto de debate foi o conceito de Vibe Code e o software criado por IA. Embora as ferramentas de automação possam reduzir o tempo de desenvolvimento de meses para horas, a fiscalização humana continua sendo insubstituível. A máquina atua como uma ferramenta de escala, mas o processo criativo, a concepção e o controle de qualidade final dependem do profissional qualificado.
Assim como a indústria automotiva possui “sistemistas” (empresas que produzem componentes específicos como painéis ou pneus para montadoras), a IA criou um ecossistema similar.
A Skyone posiciona-se como esse sistema central que conecta diversos fornecedores e tecnologias para entregar um produto final coerente ao cliente. Esse ecossistema foi visível no TDC, atraindo desde o sistema judiciário e poder público até grandes bancos e startups.
Para materializar essa evolução, a Skyone demonstrou o potencial do Skyone Studio, uma plataforma que integra dados, possui Data Lake próprio e permite a criação acelerada de agentes de IA.
O Skyone Studio suporta diversos LLMs (como GPT-4, Llama 3 e Gemini) e foca na camada de aplicação, onde a inovação realmente acontece ao resolver problemas reais do dia a dia.
Encerrando o debate, as especialistas compartilharam dicas práticas de produtividade e mentalidade:
A IA não é apenas sobre tecnologia; é sobre realocação de talentos para serviços de maior valor e automação de processos repetitivos. Para liderar essa transformação digital, sua empresa precisa de uma base de dados sólida e ferramentas que simplifiquem a complexidade.
Este artigo foi baseado em uma conversa instigante e cheia de polêmicas no nosso podcast. Para captar cada detalhe, tom de voz e as dicas completas das nossas especialistas, clique no link abaixo e ouça agora no Spotify:
Teste a plataforma ou agende uma conversa com nossos especialistas para entender como a Skyone pode acelerar sua estratégia digital.
Tem uma pergunta? Fale com um especialista e tire todas as suas dúvidas sobre a plataforma.