A forma como construímos tecnologia mudou radicalmente em 2025. O que antes exigia semanas de Photoshop para uma arte ou meses de código complexo para uma aplicação, agora acontece em segundos por meio de uma conversa natural com a Inteligência Artificial. Entramos na era do Vibe Coding.
Mas, enquanto a produtividade atinge níveis sem precedentes, surge uma pergunta crítica para gestores e desenvolvedores: onde termina a “vibe” e onde começa o risco cibernético?
Neste artigo, exploramos os principais insights debatidos no Builders Podcast com Bruno Caldas, Diretor de Cibersegurança da Skyone, sobre como governar esse fenômeno irrefreável sem travar o crescimento do negócio.
O termo “Vibe Coding” descreve o processo de desenvolvimento de software onde a barreira da sintaxe e da linguagem técnica é substituída pela linguagem natural. É a democratização do desenvolvimento: qualquer pessoa de negócio, munida de um bom prompt e lógica básica, pode dar vida a uma aplicação em minutos.
Essa mudança de paradigma elimina obstáculos históricos, como a necessidade de domínio do inglês ou anos de faculdade de cálculo para criar soluções de negócio. No entanto, essa facilidade traz consigo um fenômeno perigoso: o Shadow AI.
Assim como o Shadow IT marcou a era do SaaS (softwares contratados sem o aval da TI), o Shadow AI representa o uso oculto de ferramentas de inteligência artificial generativa dentro das corporações.
O fluxo é rápido e arriscado:
Como aponta Bruno Caldas, as ferramentas de segurança tradicionais não conseguem acompanhar a velocidade de dez pessoas criando prompts simultaneamente. A solução não é a proibição, mas a mudança de cultura.
Para que o Vibe Coding seja um viabilizador e não um gargalo, as empresas precisam adotar camadas de proteção inteligentes. Aqui estão as principais recomendações para empresas de todos os tamanhos:
Se você usa a IA para criar, deve usá-la também para auditar. O processo recomendado por especialistas envolve:
A IA não descobre o que precisamos sozinha; ela responde a comandos humanos. Portanto, a responsabilidade final pelo código não pode ser terceirizada para o robô. O material humano continua sendo o principal pilar de cibersegurança.
Segurança não deve ser um “não” sistemático, mas um “como” seguro. O segredo está em apresentar o benefício de negócio: “Eu gasto 4 horas nesta tarefa, mas com IA faço em 40 minutos. Como podemos criar os guard-rails para que eu possa usar essa ferramenta sem expor a empresa?”.
Leia também: Vibe Coding: a revolução da IA que está redefinindo o mercado de software
A ascensão do Vibe Coding está redefinindo carreiras. Antigamente, o profissional de segurança era um “canivete suíço” que configurava firewalls e mexia em sistemas operacionais simultaneamente. Hoje, o mercado exige especialização e, acima de tudo, o respeito às etapas de aprendizado.
Para quem deseja seguir carreira em cibersegurança ou tecnologia nesta nova era, os conselhos são claros:
Vivemos um salto histórico impulsionado pela IA Generativa, computação em nuvem e automação. Empresas que ignoram o Vibe Coding perdem competitividade; empresas que o adotam sem governança perdem a credibilidade.
A cibersegurança moderna deve ser a base que sustenta a continuidade e a confiança necessária para que a inovação aconteça de forma acelerada, mas segura.
O debate completo sobre o impacto do Vibe Coding, a diferença entre Hackers e Crackers e como a IA está transformando o mercado de trabalho está disponível no nosso podcast.
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