A forma como consumimos informação está mudando drasticamente. Se antes o Google era o destino absoluto para qualquer dúvida, hoje as LLMs (Large Language Models), como ChatGPT e Gemini, assumem um papel central na jornada de decisão. Para as empresas B2B, essa transição exige mais do que uma simples atualização de palavras-chave; exige uma mudança de paradigma do tradicional SEO para o GEO (Generative Engine Optimization).
Neste artigo, exploramos os insights compartilhados por Patrícia Gomes, líder na Edenred, sobre como as organizações estão utilizando a inteligência artificial para construir reputação, hiperpersonalizar o atendimento e preparar equipes para o futuro.
O GEO é a evolução do SEO para a era da inteligência artificial generativa. Enquanto o SEO tradicional focava exaustivamente em densidade de texto e aspectos técnicos para rankear no Google, o GEO pressupõe que a reputação é o principal pilar de ranqueamento.
As LLMs não apenas “veem” o site; elas leem e processam o conteúdo para entregar respostas diretas ao usuário. Para ser citado por uma IA generativa como uma autoridade, sua marca precisa que outras fontes confiáveis validem sua expertise. Não basta falar de si mesmo; é necessário que o ecossistema digital confirme que sua informação faz sentido.
Para dominar o GEO, a Edenred adotou uma “editoria pesada”, tratando o conteúdo como uma estratégia de Relações Públicas (PR). As táticas incluíram:
No mercado B2B, a complexidade tecnológica e a gestão de múltiplos ambientes costumam gerar lentidão e silos de informação. A aplicação de LLMs e agentes de IA surge como o motor para resolver essas dores.
A inteligência artificial permite ir além das “muitas opções” que muitas vezes geram angústia no marketing tradicional. Com a IA, é possível atingir a hiperpersonalização:
À medida que a IA se torna onipresente, surgem riscos críticos de cibersegurança. O uso de IAs públicas para dados sensíveis da empresa, como arquivos de vendas ou faturamento, é um perigo real.
Para contornar isso, a tendência é a adoção de ambientes seguros, como o “Edenchat” ou o Skyone Studio, que permitem trabalhar com informações confidenciais em uma estrutura de LLM privada. No mercado europeu, por exemplo, a regulação exige que as empresas controlem rigorosamente suas aplicações de IA, o que torna o compliance uma parte extensiva da estratégia tecnológica.
A inteligência artificial não veio para substituir o pensamento humano, mas para empoderá-lo, criando o que Patrícia chama de “super-homens”. O grande desafio, no entanto, é o desenvolvimento do pensamento crítico.
A escola tradicional ensinou gerações a responder, mas o futuro exige saber perguntar. Um bom líder na era da IA é aquele que sabe desafiar a máquina e usar a IA como uma ferramenta de brainstorming, e não como uma muleta que atrofia a capacidade cognitiva.
No marketing, isso se traduz em um profissional que domina o storytelling. A técnica pode ser fornecida pela IA, mas o valor intrínseco, a emoção e a inspiração, o “coração” do negócio, permanecem humanos.
A revolução da IA já superou o impacto da internet. Para as empresas, o foco deve ser resolver problemas reais por meio da camada de aplicação, utilizando infraestruturas robustas (como a computação em nuvem) para acelerar a inovação digital.
O sucesso na era da inteligência não depende apenas da tecnologia, mas da capacidade de manter a curiosidade viva e a ética no centro das operações.
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