A trajetória da tecnologia no Brasil deixou de ser apenas sobre máquinas e códigos para se tornar uma discussão central sobre pessoas, processos e cultura. No episódio mais recente do podcast Elas em Tech, Thaís Cano, Diretora de Planejamento Comercial Estratégico da Skyone, recebeu Lucrécia Oliveira, COO da Benner, para uma conversa profunda sobre como a intuição, a curiosidade e a capacidade analítica estão moldando o futuro das empresas.
Com 28 anos de estrada na Benner, Lucrécia compartilhou insights valiosos sobre a baixa maturidade de dados no mercado, o impacto real da IA e o papel fundamental das mulheres na condução dessa mudança.
Muitos acreditam que uma carreira em tecnologia exige, obrigatoriamente, uma formação técnica desde o primeiro dia. A história de Lucrécia Oliveira prova o contrário. Vinda da pedagogia, ela utilizou a base do ensino para multiplicar o conhecimento tecnológico durante o boom da microinformática.
A transição do “mundo do DOS” para as interfaces modernas foi guiada pela curiosidade aguçada e pela vontade de aprender. Para as mulheres que desejam ingressar no setor, o recado é claro: “Não esperem estar 100% prontas para assumir o desafio”. A tecnologia favorece quem tem disponibilidade para inovar e se abrir ao novo.
Um dos pontos altos da discussão foi o framework que sustenta qualquer projeto de tecnologia bem-sucedido: a união entre Pessoas, Processos e Tecnologia.
Lucrécia enfatiza que o humano é o fator mais negligenciado, mas é ele quem define o sucesso ou o fracasso de uma implantação. A gestão de mudança é crítica. Muitas vezes, o medo de que a IA substitua postos de trabalho gera resistência na adoção de novos sistemas.
É aqui que a liderança feminina se destaca. Com maior empatia e sensibilidade, as mulheres têm facilidade em ler o ambiente, acolher os receios do time e engajá-los em uma nova trajetória.
Hoje, plataformas como ERPs e CRMs já incorporam as melhores práticas de mercado. O desafio não é mais desenhar o processo do zero, mas sim ter a disciplina de seguir o guia para resolver a desorganização inicial e escalar o negócio de forma rentável.
A tecnologia só faz sentido se impactar positivamente a vida das pessoas. O maior ativo vendido pela tecnologia hoje é o tempo. Projetos que automatizam tarefas repetitivas permitem que profissionais cheguem em casa mais cedo, vejam suas famílias e tenham qualidade de vida.
Apesar do burburinho sobre Big Data e Analytics, a realidade das empresas brasileiras ainda revela uma baixa maturidade de dados.
A Skyone, por exemplo, utiliza o Skyone Studio para orquestrar dados, eliminar silos e preparar as empresas para o uso real da Inteligência Artificial. Sem integração e consolidação de dados em data lakes, falar de IA é queimar etapas.
“A tecnologia só é legal se ela impacta a vida das pessoas. O que a gente devolve para elas no dia seguinte?” – Lucrécia Oliveira.
A IA não é uma varinha mágica para automatizar tudo. Ela exige perguntas de negócio específicas. No agronegócio, por exemplo, drones com IA já identificam onde aplicar fertilizante, reduzindo desperdício e aumentando o ROI.
No setor jurídico, a IA está quebrando bolhas de conservadorismo ao resumir processos e peticionar online, aliviando uma dor estrutural imensa.
Para não ser consumida pela operação do dia a dia, a Benner adotou uma estratégia agressiva: um laboratório de inovação apartado da operação. Isso permite que a empresa planeje o futuro com coragem, testando disrupções em produtos sem o “apego” aos modelos que funcionavam há 20 anos.
Um ponto crucial levantado por Lucrécia é a necessidade de ver o mercado de tecnologia não como uma competição isolada entre empresas brasileiras (como Benner e Skyone), mas como um ecossistema forte contra a concorrência externa.
Países como a China iniciaram sua jornada de automação e eficiência há décadas. Para o Brasil retomar a competitividade, as empresas precisam se unir, trocar conhecimento e formar pessoas capacitadas para as novas demandas tecnológicas.
A tecnologia é um segmento fantástico, em constante ebulição. Para as mulheres que ainda hesitam em entrar na área, Lucrécia deixa uma marca final: tragam seus hard e soft skills, sejam curiosas e entendam que a evolução acontece na jornada.
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