O diretor construiu a área desde o início com a proposta de descomplicar o marketing, tanto para o negócio quanto para os clientes
Quando Felipe Behar Wasserman recebeu a missão de estruturar a área de marketing da Skyone, a primeira decisão foi também a mais reveladora: em vez de construir uma máquina de campanhas, ele quis que qualquer funcionário da empresa, do financeiro ao operacional, fosse capaz de explicar o que a Skyone faz. De forma simples e clara.
Reconhecido na primeira edição da lista Líderes de Marketing de Destaque de Tecnologia do IT Forum, Wasserman foi avaliado por impacto, inovação, liderança, ecossistema e visibilidade. O que o colocou nesse grupo foi justamente sua abordagem de vender com foco em educação, integração e simplicidade.
Quando todo funcionário vira porta-voz
O objetivo era claro: fazer com que todos da empresa passassem a ver o mundo do B2B de outra maneira, como algo que pode ser apresentado e vendido de forma educacional. Para isso, Wasserman construiu uma equipe em que todos conseguem fazer uma apresentação sobre a Skyone e seus produtos. Em vez de focar em um portfólio de vendas multiplataforma, tudo foi definido como transformação digital, com foco em nuvem para escalar a inteligência artificial (IA).
“Para todos fazerem parte, a gente mudou nossa tagline de marketing. O que antes era uma plataforma infinita de possibilidades agora é focada em uma nuvem feita para escalar IA com segurança”, explica o executivo.
Democratizar o marketing tem seus riscos: quando todos opinam, a mensagem pode se diluir e a marca perder consistência. Na Skyone, o que poderia ser um problema virou princípio de gestão.
“Uma coisa que fiz com cultura é incentivar todas as áreas a dar pitaco, porque acho que, desse jeito, todo mundo fica por dentro do projeto e compra mais a ideia”, reforça Wasserman.
Quando o produto vira conteúdo
Foi com essa visão educacional que nasceu o podcast Skycast, em que são apresentados, de forma didática e acessível, o mundo da tecnologia e os sistemas criados pela empresa. A iniciativa vai além de um formato de conteúdo: é a expressão de uma estratégia de vendas que valoriza a experiência do cliente e trabalha com intencionalidade em cada ponto de contato, do e-book ao ingresso para um jogo.
“A gente deixa clara a informação que quer passar, o cliente entende isso com experiências. Isso pode incluir desde o mais barato, como um e-book, até o podcast ou ingressos para um jogo”, destaca o executivo.
Inovação independentemente do orçamento
O relato de Wasserman reflete sua maneira de gerir a área: mesmo com ideias inovadoras e disposição, o diretor gastou 15% a menos do orçamento oferecido no primeiro trimestre.
“Acho que uma coisa de que tenho orgulho foi que o marketing conseguiu integrar toda a nossa empresa para buscar conexão com o cliente. Toda ideia, de qualquer área, é bem-vinda se for útil para o resultado”, reforça o diretor.
Para Wasserman, marketing bem feito não precisa de orçamento generoso nem de estratégias complicadas. Precisa, antes de tudo, ser simples o suficiente para que qualquer pessoa na empresa consiga explicar.