A Rede Royal Hotéis é uma organização de médio-grande porte do setor de hospitalidade, fundada na década de 1960. A empresa opera um modelo de negócios focado no turismo corporativo e de lazer, gerenciando atualmente 5 unidades hoteleiras estratégicas: 4 em Belo Horizonte (MG) e 1 na região dos Jardins, em São Paulo (SP). A operação exige o processamento ininterrupto (24×7) de sistemas de gestão de propriedades (Property Management Systems – PMS), governança, faturamento e canais de reserva integrados.
Problema real e gargalos técnicos
Antes da intervenção tecnológica, a Rede Royal Hotéis enfrentava sérias limitações na sua arquitetura de TI local (on-premise):
- Silos de dados e descentralização: cada uma das 5 unidades operava de forma isolada, gerando fragmentação das informações financeiras, contábeis e de ocupação. O cruzamento de dados para tomada de decisões executivas exigia consolidação manual complexa.
- Riscos de disponibilidade (Downtime): a infraestrutura local sofria com gargalos de hardware, riscos de oscilação energética e falhas de link de internet local, ameaçando a continuidade das operações de check-in, check-out e processamento de pagamentos.
- Incapacidade de escalar: o crescimento da demanda sazonal e a perspectiva de adição de novos empreendimentos ou ferramentas de software eram limitados pelo custo capéx (Capital Expenditure) elevado para aquisição de novos servidores físicos e licenças.
- Vulnerabilidades de segurança: manter rotinas descentralizadas de backup, atualizações de patches e conformidade de segurança em servidores locais elevava a superfície de ataque para incidentes cibernéticos.
Arquitetura da solução e stack tecnológico
A solução implementada foi o Skyone Autosky. A arquitetura desenhada migrou as aplicações legadas e monolíticas de gestão hoteleira e ERP para um ambiente de nuvem pública otimizado.
- Camada de aplicação e nuvem pronta para IA: utilização do Skyone Autosky para virtualizar e disponibilizar os sistemas cliente-servidor nativamente através de navegadores web comuns (porta HTTPS 443), eliminando a necessidade de replicação ou alteração no código-fonte original das aplicações (Migração com Mudança Zero).
- Mecanismo de auto-scaling: configuração de algoritmos que monitoram o consumo de CPU, memória e carga de usuários minuto a minuto. O sistema provisiona instâncias efêmeras adicionais automaticamente durante picos de acessos na rede hoteleira e as encerra nos horários de baixa demanda, controlando o custo operacional de nuvem.
- Isolamento e segurança de rede: cada aplicação e banco de dados foi segregado dentro de uma Rede Virtual (Virtual Private Cloud) própria do cliente , implementando uma arquitetura Zero Trust onde o acesso dos terminais só é liberado após pré-autenticação criptografada via SSL.
Desafios técnicos e mitigação de riscos
O principal desafio técnico residia na criticidade do setor hoteleiro: a migração não podia interromper os sistemas de recepção e auditoria noturna dos hotéis, sob risco de severo impacto financeiro e reputacional.
- Mitigação: foi adotado um fluxo de migração baseado em Templates de Servidores previamente homologados e testados em ambiente isolado. Isso permitiu validar todas as variáveis de rede, mapeamento de impressoras locais e drivers específicos antes do go-live produtivo.
Implementação e rollout
A estratégia de transição e implantação foi executada em parceria com a Faitec, dividida em três fases principais:
- Mapeamento e engenharia de imagem: captura da lógica original do negócio e criação dos templates de infraestrutura sob demanda para os ERPs utilizados.
- Sincronização de dados: upload seguro dos bancos de dados históricos para a camada em nuvem.
- Virada de chave de madrugada (Cutover): a execução do go-live ocorreu em período de menor tráfego operacional (madrugada). Às 2h da manhã, toda a infraestrutura e as 5 unidades já operavam integradas na nuvem pública através do portal centralizado do Skyone Autosky.
Resultados mensuráveis
- Downtime na janela de migração: 0% (Zero Downtime). O processo foi concluído sem interrupção dos serviços de atendimento aos hóspedes nas recepções.
- Centralização de dados: 100% de integração. Eliminação completa de silos de dados, permitindo o cruzamento de relatórios gerenciais e dados financeiros entre hotéis e departamentos em tempo real.
- Disponibilidade da operação: garantia de resiliência operacional $24\times7$ suportada por redundância nativa de nuvem e backups automatizados gerenciados pela Skyone.
- Eficiência financeira: substituição de custos imprevisíveis de infraestrutura física local por um modelo previsível precificado em moeda local, reduzindo a necessidade de capéx e otimizando custos operacionais de TI.
Lições aprendidas
- A migração de sistemas legados complexos e integrados de múltiplos sites não requer a reescrita onerosa de código se for aplicada uma camada de virtualização robusta e orientada à infraestrutura de nuvem inteligente.
- A janela de transição (cutover) durante madrugadas minimiza os riscos operacionais em negócios de serviços contínuos.
FAQ
1. Como mitigar o risco de downtime na migração de ERPs de hotelaria para a nuvem?
A mitigação de downtime exige uma estratégia de migração sem alteração de código, utilizando servidores de template pré-configurados em ambiente isolado. O processo de transição (cutover) deve ser planejado para horários de baixa atividade — como a madrugada —, permitindo que os bancos de dados sejam sincronizados e validados sem interromper os serviços de atendimento 24/7 das recepções.
2. Quais são as vantagens do modelo de arquitetura do Skyone Autosky para redes hoteleiras ou multiclientes?
O Skyone Autosky oferece centralização de sistemas legados via navegador web sem a obrigatoriedade de túneis complexos de VPN. Ele aplica motores de auto-scaling que ajustam os recursos computacionais minuto a minuto conforme a oscilação de usuários ativos , além de isolar as aplicações de cada cliente ou unidade em redes virtuais segregadas com políticas rígidas baseadas em segurança Zero Trust e MFA.