Teste de phishing: como reduzir o risco de ataques cibernéticos

91% dos ataques cibernéticos bem-sucedidos analisados estavam associados a phishing por e-mail, e 62% dos vazamentos analisados no Verizon 2026 Data Breach Investigations Report (DBIR) envolveram o elemento humano, o que reforça a importância da conscientização dos usuários como parte de uma estratégia de segurança. A forma mais eficaz de reduzir esse risco é simular ataques reais por meio de testes de phishing recorrentes, medir a evolução do comportamento dos colaboradores e reforçar treinamentos de forma contínua, não pontual.
IA 5 min de leitura Por: Skyone

91% dos ataques cibernéticos bem-sucedidos analisados estavam associados a phishing por e-mail, e 62% dos vazamentos analisados no Verizon 2026 Data Breach Investigations Report (DBIR) envolveram o elemento humano, o que reforça a importância da conscientização dos usuários como parte de uma estratégia de segurança. A forma mais eficaz de reduzir esse risco é simular ataques reais por meio de testes de phishing recorrentes, medir a evolução do comportamento dos colaboradores e reforçar treinamentos de forma contínua, não pontual.

Por que o phishing continua sendo a porta de entrada mais usada

Diferente de uma invasão técnica sofisticada, um e-mail de phishing explora a confiança e a atenção do usuário, basta um clique em um link malicioso ou o preenchimento de uma credencial em uma página falsa para comprometer um sistema inteiro. É por isso que, mesmo empresas com boas defesas técnicas (firewall, antivírus, EDR), continuam vulneráveis se os colaboradores não souberem reconhecer uma tentativa de ataque.

Ao mesmo tempo, o cenário atual mostra que o phishing não é a única porta de entrada relevante. No DBIR 2026, a exploração de vulnerabilidades passou a ser o principal vetor de entrada, responsável por 31% dos vazamentos analisados, superando o uso de credenciais roubadas. Isso reforça a necessidade de combinar conscientização e testes de phishing com outras camadas de proteção técnica.

Os números que mostram o tamanho do problema

Esses três números, juntos, mostram um padrão: a maior vulnerabilidade de segurança de uma empresa não costuma estar na tecnologia, mas na falta de preparo das pessoas que a operam.

Como funciona um teste de phishing

Um teste de phishing simula, de forma controlada e segura, uma campanha de ataque real, com e-mails, links e páginas de destino (landing pages) que imitam táticas usadas por criminosos de verdade. O objetivo não é “pegar” o colaborador, mas identificar o nível de vulnerabilidade da equipe e treinar continuamente quem mais precisa.

  1. Criação de campanhas personalizadas, com conteúdo adaptado à realidade da empresa
  2. Envio controlado e monitorado, sem risco real para os sistemas
  3. Coleta de métricas detalhadas sobre comportamento dos usuários e aderência aos treinamentos
  4. Reforço com conteúdo educativo, incluindo biblioteca de vídeos sobre os principais temas de segurança da informação
  5. Acompanhamento da evolução do risco ao longo do tempo, por colaborador ou por área

Leia também: Grupo Nortis blinda infraestrutura contra ransomware com EDR e zero downtime

O que fazer além do teste de phishing

Testar é o primeiro passo, mas reduzir o risco de forma consistente exige um ciclo contínuo: medir o nível de vulnerabilidade, treinar com base nos resultados, testar novamente e acompanhar a evolução, não como uma ação isolada de campanha, mas como parte da rotina de segurança da empresa, alinhada às demais camadas de proteção como firewall, WAF, EDR e SOC/SIEM.

Isso é especialmente importante porque as ameaças atuais combinam diferentes vetores. O DBIR 2026 mostra que, além do elemento humano, a exploração de vulnerabilidades, o abuso de credenciais, o ransomware e os riscos relacionados a terceiros têm papel relevante no cenário de ataques.

Perguntas frequentes

Um teste de phishing pode “pegar” um colaborador de surpresa e prejudicá-lo? O objetivo do teste não é punir, e sim identificar o nível de preparo da equipe para direcionar treinamentos de forma mais assertiva. Empresas que tratam o resultado como ferramenta educativa, e não punitiva, costumam obter melhores resultados de longo prazo.

Com que frequência uma empresa deveria rodar testes de phishing? Não existe uma regra rígida, mas testes pontuais isolados tendem a ter pouco efeito. O ideal é um ciclo recorrente, com campanhas periódicas e acompanhamento da evolução do comportamento dos colaboradores ao longo do tempo.

Treinamento de segurança sozinho já resolve o problema de phishing? Ajuda bastante, mas o ideal é combinar treinamento com testes práticos. A diferença entre saber a teoria e reconhecer uma tentativa de phishing real, sob pressão do dia a dia, costuma ser significativa.

Empresas pequenas também precisam se preocupar com phishing? Sim. Como o phishing explora comportamento humano, e não o tamanho ou a complexidade técnica da empresa, negócios de qualquer porte estão expostos. Inclusive porque empresas menores costumam ter menos camadas de proteção técnica para compensar um erro humano.

Fontes utilizadas

Verizon — 2026 Data Breach Investigations Report (DBIR)

Verizon — comunicado sobre os principais achados do DBIR 2026

Fortra/PhishMe — 91% of Cyber Attacks Start with a Phishing Email

Cofense — Annual State of Phishing Report

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Escrito por Skyone

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