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No dinâmico mercado de tecnologia B2B, a busca por escala e eficiência frequentemente esbarra em gargalos operacionais internos: processos descentralizados, bases de dados desconectadas e resistência cultural a mudanças. Superar essas barreiras exige uma liderança que una precisão analítica, resiliência e clareza estratégica.
Em uma imersão profunda no episódio do podcast Elas em Tech, Thaís Cano, Diretora de Planejamento Comercial da Skyone, recebeu Elisama Schaitel, Chief Revenue Officer (CRO) da Contmatic Phoenix. Com 18 anos de trajetória dedicados à Experiência do Cliente (CX), dados e gestão, Elisama compartilhou os bastidores de uma transformação organizacional expressiva: como reconstruiu do zero uma operação de suporte e escalou a gestão de receita conectando dados, inteligência artificial e pessoas.
Abaixo, detalhamos as lições práticas e estratégicas extraídas deste painel de liderança.
A evolução profissional de Elisama Schaitel desafia o modelo tradicional de formação de executivos de receita. Em vez de seguir um caminho direto por vendas ou marketing, Li iniciou sua carreira no atendimento operacional.
“Sinceramente, o meu diferencial é não ter vindo direto de receita, de vendas e de marketing, e ter transitado entre outras áreas de apoio. Isso faz com que a gente tenha um olhar diferente para o novo cliente que vai entrar, já pensando em toda a trajetória dele.”
— Elisama Schaitel, Chief Revenue Officer (CRO) da Contmatic Phoenix
Com passagens por suporte, Customer Success (CS) e coordenação de Business Intelligence (BI), sua trajetória demonstra que entender as fricções do cliente final e dominar a análise de dados são competências fundamentais para liderar o crescimento sustentável.
Nessa posição, o papel do CRO expande-se para além do fechamento de novos contratos: trata-se de orquestrar a jornada de ponta a ponta, da atração e precificação até o onboarding, retenção e expansão da base.
Ao assumir a operação da Contmatic, Elisama enfrentou um cenário desafiador: um volume mensal de cerca de 100 mil chamados, filas com tempo médio de espera (TME) superior a 4 horas e um índice de satisfação (CSAT) estagnado na casa dos 80%.
Para reverter essa dinâmica sem comprometer a escala da empresa, que gerencia mais de 10.000 clientes, foi necessário atuar simultaneamente nos três pilares da gestão operacional: pessoas (capacitação e alinhamento), processos (mapeamento), ferramentas & tecnologia.
A operação sofria com jornadas quebradas, multiplicidade de sistemas desconectados e falta de visibilidade sobre os gargalos operacionais. A solução envolveu um diagnóstico detalhado, conversando com atendentes, coordenadores, equipes de produto e ouvindo diretamente os clientes.
Com base nesse diagnóstico, foi realizada uma migração completa do CRM e o redesenho dos fluxos de trabalho.
Em um período de três meses pós-implantação, os indicadores da operação registraram uma mudança significativa:
| Indicador Operacional | Antes da Reestruturação | Após a Reestruturação |
| Volume de Chamados Mensais | ~100.000 chamados | ~30.000 a 32.000 chamados |
| Tempo Médio de Espera (TME) | > 4 horas | < 4 minutos |
| CSAT (Satisfação do Cliente) | ~82% | 97,5% |
Esses ganhos foram impulsionados pela eliminação de chamados duplicados (rechamadas), melhoria das bases de conhecimento e resolução das causas raiz de problemas nos produtos e na infraestrutura.
Mudar ferramentas e processos é uma tarefa técnica; alterar a cultura de uma equipe, contudo, exige sensibilidade humana e firmeza gerencial. Conforme destacado por Thaís Cano, a resistência à mudança é um dos principais fatores que travam o crescimento nas corporações.
Para Elisama, liderar a reestruturação de uma equipe composta por mais de 200 colaboradores exigiu resiliência contínua:
Ambas as executivas concordam que um dos maiores segredos de uma liderança de alta performance é contratar profissionais melhores que o próprio líder.
“Contrate alguém que seja melhor do que você em algo, porque é muito mais fácil você aprender com essa pessoa do que tentar dominar tudo sozinho.”
— Elisama Schaitel, Chief Revenue Officer (CRO) da Contmatic Phoenix
Thaís Cano complementou lembrando que líderes inseguros tendem a travar talentos e gerar equipes medíocres por medo de serem substituídos. Uma liderança madura desenvolve pessoas para que a operação funcione de forma autônoma, permitindo inclusive que o gestor se ausente sem que o negócio pare.
Um dos pontos mais críticos abordados no episódio foi o equívoco de tentar implementar soluções de Inteligência Artificial sem antes organizar a infraestrutura e a governança de dados.
“As pessoas estão colocando a IA antes dos dados. E os dados são a base. Você precisa ter o fundamento estruturado para depois construir a próxima etapa.”
— Elisama Schaitel, Chief Revenue Officer (CRO) da Contmatic Phoenix
Thaís Cano ressaltou que muitos executivos pressionam suas equipes por projetos de IA Generativa em busca de retornos rápidos (quick wins), mas se frustram com os resultados. A IA alimentada com dados duplicados, despadronizados ou incompletos gera análises imprecisas e automações ineficientes.
Para que soluções como a plataforma Skyone Studio consigam orquestrar fluxos inteligentes, conectar APIs e gerar análises preditivas de churn ou vendas, a empresa precisa primeiro realizar o saneamento de dados (data quality) e a centralização de suas fontes.
Questionada sobre o impacto da IA nas equipes de Vendas e Atendimento, Elisama foi categórica: a Inteligência Artificial atua como um potencializador, e não como substituta das relações humanas.
A consolidação de uma área de Revenue Operations (RevOps) unifica os dados de Vendas, Marketing e Customer Success sob uma única fonte de verdade. Sem essa centralização, cada liderança interpreta métricas de forma isolada, prejudicando a tomada de decisões executivas.
Durante o bate-papo, Elisama analisou o impacto e as armadilhas das principais métricas de mercado:
Enquanto a maioria das organizações concentra esforços na aquisição de novos clientes (New MRR), o crescimento mais sustentável frequentemente está dentro da própria base.
O NRR mede a capacidade de expansão da receita recorrente na base atual por meio de upsell, cross-sell e redução de cancelamentos. Como destacado por Thaís e Elisama, parcerias estratégicas baseadas no ganho mútuo (win-win) permitem exponenciar o NRR à medida que o cliente também cresce e percebe valor nas soluções adotadas.
A trajetória apresentada no episódio demonstra que alinhar Pessoas, Processos e Tecnologia é o caminho para alcançar eficiência e crescimento. Contudo, para que sua empresa consiga implementar agentes de Inteligência Artificial com segurança, otimizar custos com nuvem e escalar operações, ter uma infraestrutura de dados organizada é um pré-requisito.
A Skyone oferece uma plataforma única e integrada que simplifica a jornada digital da sua empresa:
Quer conferir todos os detalhes, histórias e insights desse bate-papo entre Thaís Cano e Elisama Schaitel? Ouça o episódio do podcast Elas em Tech e inspire-se com estratégias práticas de liderança, CX e inteligência de dados!
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