Soter Engenharia moderniza infraestrutura e reduz latência em 93% com a Skyone
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Soter Engenharia moderniza infraestrutura e reduz latência em 93% com a Skyone

Migração para nuvem eliminou as fragilidades de um data center próprio e blindou a operação da construtora um ano antes da pandemia Depois de conviver por anos com um data center próprio dentro de casa — e com os riscos que isso trazia —, a Soter Engenharia, construtora e incorporadora de alto padrão, decidiu migrar […]
Portal ERP 4 min de leitura Por: Skyone

Migração para nuvem eliminou as fragilidades de um data center próprio e blindou a operação da construtora um ano antes da pandemia

Depois de conviver por anos com um data center próprio dentro de casa — e com os riscos que isso trazia —, a Soter Engenharia, construtora e incorporadora de alto padrão, decidiu migrar toda a sua infraestrutura de TI para a nuvem. O projeto, tocado em parceria com a Skyone, scale-up brasileira especializada em computação em nuvem, dados, inteligência artificial e cibersegurança, reduziu a latência da rede em 93% e, meses depois, se mostraria a decisão certa no pior momento possível para falhar: a chegada da pandemia.

Um data center dentro de casa, dois avisos que não podiam ser ignorados

Até 2019, toda a operação de dados da Soter dependia de um Centro de Processamento de Dados (CPD) on-premise, ou seja, servidores físicos mantidos na própria empresa, sem redundância em nuvem.

Dois episódios acenderam o alerta: em 2018, uma queda de energia no dia do envio de documentos do eSocial travou obrigações trabalhistas da construtora; pouco depois, o próprio CPD sofreu avarias causadas por terceiros, expondo o quanto a operação dependia de uma estrutura física vulnerável.

“Precisávamos de uma solução robusta, segura e previsível”, resume Liliane Maltez Garcia, gerente de TI da Soter Engenharia.

Da decisão à migração, sem travar a obra nem o escritório

O receio mais comum em qualquer migração de infraestrutura é o mesmo: parar a operação.

Entre agosto e outubro de 2019, a Soter migrou sete servidores para a nuvem Autosky, da Skyone, hospedada em ambiente Oracle no Brasil, com um módulo de cibersegurança — incluindo firewall, reforçando a proteção do novo ambiente.

Na prática, a transição levou apenas três horas de indisponibilidade, bem abaixo da estimativa inicial de ao menos uma semana para uma migração desse porte.

O teste real veio com a pandemia

O ganho técnico mais visível foi a queda da latência de rede, de 132 milissegundos para 9 milissegundos — uma redução de 93% que tornou o dia a dia da equipe sensivelmente mais rápido.

Mas o verdadeiro teste de estresse aconteceu meses depois: em março de 2020, com a pandemia obrigando empresas a fechar escritórios da noite para o dia, a Soter conseguiu manter 100% da operação em home office sem impacto no negócio, algo impensável com a antiga estrutura local.

A empresa também deixou de depender de atualizações manuais máquina a máquina, ampliou o uso de assinatura digital e reduziu a impressão de documentos.

“Hoje, não precisamos de uma equipe robusta de TI para cuidar da infraestrutura”, afirma Liliane.

Por que a construção civil virou alvo prioritário de ataques cibernéticos

O case da Soter reflete um movimento mais amplo do setor.

Especialistas em segurança da informação apontam a construção civil como um dos segmentos mais visados por criminosos hoje, atraídos por uma combinação particular: pagamentos de alto valor entre construtoras, incorporadoras e fornecedores, urgência operacional que pressiona equipes a resolver qualquer incidente rapidamente para não travar uma obra, e times de TI enxutos que nem sempre têm estrutura para monitorar ameaças em tempo integral.

Reportagens do setor de cibersegurança já registraram pedidos de resgate de ransomware que chegam à casa dos R$ 2 milhões em ataques a empresas do segmento.

O cenário tende a ganhar ainda mais peso à medida que o setor cresce: a construção civil brasileira avançou 2,9% no primeiro trimestre de 2026 e foi a segunda atividade que mais gerou empregos formais no país entre janeiro e abril, com 143,5 mil vagas — 20,5% de todo o saldo nacional, segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

Mais obras, mais contratações e mais dados em trânsito significam, na prática, mais superfície para proteger.

Para a Soter, o aprendizado ficou claro: a segurança e a estabilidade da operação deixaram de ser um item de TI e passaram a ser parte da própria capacidade da construtora de entregar obras no prazo — inclusive em cenários que ninguém viu vir.

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Escrito por Skyone

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