A fase da dúvida em relação ao potencial disruptivo da tecnologia já ficou para trás. Atualmente, no ambiente corporativo, quase ninguém mais questiona se a Inteligência Artificial (IA) vai redesenhar as estruturas de trabalho. O verdadeiro debate migrou para o campo da execução: como transformar essa convicção estratégica em capacidade real e operacional?
Uma edição especial da MIT Technology Review Brasil, desenvolvida em parceria com a Skyone, jogou luz sobre esse cenário ao investigar o impacto da IA nas organizações brasileiras e a formação dos novos “times híbridos” (compostos por humanos e sistemas inteligentes). O diagnóstico central revela um descompasso nítido entre o topo da pirâmide estratégica e a realidade técnica no chão de fábrica digital: as empresas têm uma ambição altíssima, mas uma capacidade de infraestrutura que ainda caminha a passos lentos.
Se a sua empresa quer parar de acumular “pilotos permanentes” e começar a colher resultados estruturais com IA, você precisa entender por que a nuvem é o alicerce inegociável dessa travessia.
Para entender o tamanho do desafio, basta olhar para os dados levantados pela pesquisa da Skyone, “IA no Trabalho: 20 Insights sobre Times Híbridos”.
A expectativa em torno dos agentes inteligentes é praticamente unânime: 99% das empresas consideram que os agentes de IA serão centrais para os negócios nos próximos três anos. Além disso, 53% dos profissionais apontam a inteligência artificial como a tecnologia de maior impacto no trabalho recentemente, superando inclusive a própria internet (30%).
No entanto, quando analisamos as condições organizacionais para fazer esse ecossistema funcionar, a conta não fecha:
O diagnóstico do MIT: essa disparidade internacional não é exclusividade nossa. O relatório The GenAI Divide: State of AI in Business, do MIT NANDA, analisou mais de 300 iniciativas e descobriu que 95% das organizações ainda não capturam retorno mensurável com IA generativa. O motivo? A extrema dificuldade de integrar os algoritmos aos fluxos reais de trabalho.
O mercado corporativo comprou o discurso da IA achando que ela poderia ser acoplada como um “puxadinho” tecnológico, bastando contratar uma ferramenta de prateleira e esperar a produtividade saltar. A prática, contudo, mostrou que quando o algoritmo tenta sair do laboratório, ele colide com sistemas fragmentados, dados dispersos e bases locais obsoletas.
De acordo com o estudo da MIT Technology Review com a Skyone, apenas 41% das empresas brasileiras utilizam a nuvem como fundamento para dados e IA. Os outros 59% ainda operam com nuvem parcial ou infraestrutura majoritariamente local (on-premises), uma condição categoricamente classificada pelo estudo como inadequada para sustentar projetos sérios e escaláveis.
Tentar rodar agentes inteligentes complexos ou modelos de linguagem robustos sobre servidores locais antigos gera três problemas fatais:
A IA se alimenta de dados limpos, governados e integrados. Se as informações da sua empresa estão espalhadas em planilhas isoladas e sistemas que não conversam entre si, o algoritmo gerará respostas falhas, imprecisas ou irrelevantes. Para 40% das empresas, a integração entre áreas e sistemas é o maior desafio atual.
Modelos de IA exigem picos brutais de processamento em momentos específicos (como o treinamento de um modelo ou análises preditivas em tempo real). Uma infraestrutura local não tem a capacidade de expandir e contrair recursos sob demanda, gerando lentidão no ERP e gargalos na operação.
Colocar dados corporativos estratégicos ou informações sensíveis de clientes para rodar em motores de IA sem uma camada proprietária de proteção e criptografia é um risco altíssimo de conformidade e vazamento.
Como bem definiu Luiz Pecci, diretor de TI e Digital do Mundo do Cabeleireiro em depoimento à edição, a IA não é um produto mágico de prateleira. “Trata-se de uma jornada de construção, em que a organização precisa ensinar à IA suas regras de negócio, seus critérios de decisão e seu contexto operacional”.
Para que essa engrenagem funcione e o investimento traga Retorno sobre o Investimento (ROI), as empresas precisam focar menos no “fetiche da ferramenta” e mais na arquitetura de backend. É aqui que entra o papel de plataformas integradas como o Skyone Studio.
A tecnologia não pode ser o entrave para o crescimento do seu negócio. O Skyone Studio foi desenhado justamente para eliminar os silos organizacionais e pavimentar o caminho da maturidade digital através de quatro pilares essenciais:
[Fontes de Dados/ERPs] ➔ [iPaaS: Integração] ➔ [Lakehouse: Organização] ➔ [Agentes de IA & BI]
A consolidação da nuvem como base para a inteligência artificial não serve para esvaziar o papel das pessoas nas empresas, mas sim para elevá-lo. Quando a fundação técnica é consistente, as tarefas mecânicas, repetitivas e baseadas em padrões previsíveis migram para os agentes computacionais.
O resultado disso? O profissional deixa de gastar horas preenchendo planilhas ou buscando dados dispersos e assume o papel de supervisor estratégico. Competências essencialmente humanas, como pensamento crítico, julgamento de contexto, inteligência emocional e a capacidade de formular as perguntas certas, passam a ser o verdadeiro diferencial competitivo de mercado.
O vencedor da era da inteligência não será quem apenas repetir discursos entusiasmados em eventos sobre inovação. Será quem conseguir, de maneira prática e estruturada, conectar o algoritmo ao fluxo real de trabalho. E essa travessia começa obrigatoriamente pela nuvem.
Empresas que desejam extrair valor real da Inteligência Artificial precisam começar pela organização e governança dos seus dados. Baixe a Special Edition e descubra os caminhos que líderes de tecnologia estão adotando para acelerar a inovação e obter resultados concretos com IA.
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