Em muitas empresas, ferramentas de IA generativa já estão em uso antes mesmo de passarem pelo crivo da TI. Essa realidade reflete a velocidade com que a GenAI ganhou espaço, impulsionada pela busca legítima por produtividade, mas muitas vezes sem o suporte necessário para garantir segurança, eficiência e alinhamento estratégico.
Um estudo da RSM mostra que 91% das empresas de médio porte já utilizam IA generativa em algum nível de suas operações. Ainda assim, 41% relatam dificuldades com qualidade dos dados e 39% apontam falta de capacitação interna para explorar essas soluções de forma efetiva.
Esses números não apontam um problema da tecnologia em si, mas da forma como ela é incorporada. Quando não há critérios claros de uso, definição de responsabilidades ou visibilidade sobre os processos, a IA generativa pode acabar entregando menos do que promete, mesmo com alto investimento.
A governança de TI, nesse contexto, ganha protagonismo. Não como uma barreira à inovação, mas como estrutura que permite à organização adotar, escalar e controlar essas ferramentas com consistência.
Neste artigo, vamos explorar como essa governança pode ser construída, quais práticas sustentam sua aplicação e de que forma a Skyone contribui para um ambiente mais preparado e seguro para a GenAI.
Boa leitura!
Não é incomum que uma nova ferramenta de IA generativa entre na rotina da empresa pela lateral, seja via um time de marketing curioso, uma área de produto testando agilidade ou até um colaborador buscando atalhos para entregar mais. O que começa pequeno, porém, rapidamente se torna estrutural. E quando a TI é acionada, muitas vezes a solução já está em produção, integrada (ou não) e com dados circulando.
Esse novo comportamento organizacional, descentralizado, experimental, acelerado, exige uma resposta diferente. A governança de TI passa a ser menos sobre controle e mais sobre orquestração: garantir que a adoção de GenAI esteja conectada com a arquitetura de sistemas, as políticas de segurança, os padrões de conformidade e os objetivos reais da empresa.
Uma pesquisa da AuditBoard ajuda a dimensionar essa urgência: mais de 90% das empresas já usam GenAI, mas só 25% contam com um programa formal de governança para IA. A maioria segue no improviso, e aí não é a IA que falha, é o ambiente que não sustenta.
Com governança, a TI sai da posição reativa e volta a liderar a transformação com clareza. Ela pode criar critérios, evitar redundâncias, antecipar riscos e assegurar que a IA esteja a serviço do negócio — e não o contrário.
É esse ponto de partida que nos leva ao próximo tema: o que precisa estar definido antes de colocar GenAI em produção? Porque, quando a base é bem desenhada, o impacto da IA deixa de ser pontual e passa a ser estratégico.
A decisão de levar uma ferramenta de IA generativa para o dia a dia não se resume à aprovação técnica: ela envolve responsabilidade. E a governança é o que transforma essa responsabilidade em clareza; sobre quem usa, com qual objetivo, em quais condições e com base em que dados.
Mais do que impor regras, a governança cria condições para que a IA gere valor real. Sem ela, o uso pode até acontecer, mas tende a ser pontual, inconsistente e difícil de sustentar ao longo do tempo.
A seguir, elencamos os principais elementos que precisam estar definidos para que a entrada da GenAI no ambiente produtivo seja segura, estratégica e proveitosamente escalável:
Com esses pontos claros, a TI consegue garantir que a GenAI seja incorporada de forma sólida, sem improvisos e com espaço para escalar. E é a partir dessa base que os ganhos começam a aparecer, como veremos na próxima seção.
Quando a GenAI entra sem planejamento, a TI vira espectadora. Quando entra com estratégia, a TI assume o papel de arquiteta da transformação. E essa diferença muda tudo: no impacto, na escala e na percepção da tecnologia como ativo, e não como risco.
Com governança, a GenAI deixa de ser um experimento isolado para se tornar parte da estrutura da empresa. Isso permite que a produtividade aconteça com segurança, que o uso de dados respeite padrões de integridade e que os fluxos automatizados sejam rastreáveis, auditáveis e replicáveis com qualidade.
A TI também passa a operar com mais inteligência de custo. Em vez de múltiplas ferramentas pulverizadas, iniciativas desconectadas e retrabalho constante, há racionalização. Casos de uso comuns são identificados, soluções são padronizadas, integrações são reaproveitadas e o ciclo de adoção ganha consistência.
Mas talvez o principal ganho esteja na tomada de decisão. Com dados bem tratados, modelos operando dentro de limites definidos e resultados confiáveis, a GenAI deixa de ser uma aposta e passa a ser suporte real às escolhas do negócio. A TI deixa de apagar incêndio e começa a antecipar cenários.Em termos práticos, os benefícios mais evidentes dessa estratégia incluem:
Com uma estratégia clara, a TI deixa de ser linha de apoio para se tornar o centro da transformação com GenAI. Mas protagonismo não se sustenta no improviso. Para transformar diretrizes em prática e em rotina confiável, é preciso ter estrutura.
É aí que entram os frameworks de governança: não como modelos engessados, mas como ferramentas que ajudam a transformar decisões técnicas em alinhamento organizacional. Vamos ver como aplicar isso na prática?
A adoção da IA generativa exige mais do que boas intenções: exige estrutura. E a governança de TI pode se apoiar em frameworks amplamente reconhecidos para acelerar essa construção com base sólida.
Modelos como ITIL (Information Technology Infrastructure Library – Biblioteca de Infraestrutura de TI) e COBIT (Control Objectives for Information and Related Technologies – Objetivos de Controle para Informação e Tecnologia Relacionada) seguem sendo referências importantes:
No entanto, quando o tema é GenIA, um dos guias mais relevantes é a ISO/IEC 38500, justamente por sua capacidade de alinhar ética, responsabilidade e liderança ao uso da tecnologia.
A ISO/IEC 38500 é a norma internacional que define princípios para a governança corporativa da tecnologia da informação. Diferente dos outros frameworks, ela não detalha processos, e sim, orienta a atuação da liderança (diretoria, conselhos, comitês) sobre como a TI deve ser governada para cumprir seu papel ético, estratégico e social dentro da organização.
No caso da IA generativa, isso ganha uma nova camada de relevância. Afinal, estamos falando de ferramentas que produzem conteúdo, interagem com públicos, tomam decisões automatizadas e aprendem com os dados do negócio. Isso exige políticas claras sobre o que pode ou não ser feito, quem responde por cada uso e como garantir transparência e rastreabilidade.
A ISO/IEC 38500 ajuda as empresas a definirem essas diretrizes de forma institucional. Ela reforça princípios como responsabilidade, transparência, alinhamento estratégico, conformidade e comportamento ético. Ao segui-la, a organização demonstra maturidade, não só técnica, mas organizacional, na adoção de GenAI, com governança que vai além da TI e permeia toda a liderança.
Mas, como sabemos, nem toda empresa começa por aí. E quando a GenAI entra sem essa estrutura mínima, o que parecia avanço pode virar retrabalho ou risco. É o que exploramos na próxima seção: os principais pontos de atenção, e como evitá-los antes que virem problema. Continue acompanhando!
Nem toda falha vem de má tecnologia. Muitas nascem de boas intenções mal implementadas. E no caso da IA generativa, essa distância entre expectativa e realidade pode custar caro.
Um levantamento da MIT, divulgado pela Fortune, aponta que 95% dos executivos que adotaram GenAI em suas empresas já enfrentaram algum incidente relacionado à tecnologia. Ainda mais alarmante: só 2% das organizações cumprem os padrões mínimos de uso responsável.
Entre os desafios mais comuns estão:
O problema raramente aparece de uma vez. Ele se acumula, até que fica grande demais para ser ignorado. Quando a TI tenta intervir, já encontra um ambiente fragmentado, com resistência à padronização, dados desorganizados e altos custos para “arrumar a casa”.
Para evitar esse cenário, a governança precisa estar presente desde o início. Não para frear o uso da IA, mas para garantir que ela seja usada com inteligência. Isso significa:
Sem essas premissas, o potencial da GenAI se perde em tentativas desconectadas. Com elas, cada passo dado se transforma em construção de valor e não em correção de rota.
Agora que vimos o que pode “dar errado”, vamos olhar para o que pode dar certo? Vamos ver como a Skyone atua para tornar a governança da IA generativa algo viável, simples e escalável dentro da realidade das empresas.
A Skyone atua onde a teoria encontra a prática. Sabemos que a maioria das empresas não começa do zero. Elas já têm sistemas legados, dados espalhados, times com níveis diferentes de maturidade e pressão para inovar rápido. Por isso, nossa proposta não é reinventar a roda, mas ajudar a fazer com que a IA generativa funcione com o que a empresa já tem, de forma coordenada, rastreável e escalável.
Trabalhamos para que a TI consiga:
Fazemos isso por meio de uma plataforma que combina infraestrutura, segurança, governança e nuvem, com uma abordagem que respeita a realidade e a urgência de cada organização. Na prática, isso significa tirar o peso da TI como “polícia da inovação” e colocá-la como parceira estratégica da transformação.
Se você quer entender como aplicar essa visão na sua empresa, fale com um dos nossos especialistas! Na Skyone estamos prontos para ajudar sua empresa a sair do improviso, e entregar valor de verdade.
Governança não é sinônimo de controle excessivo. É o que dá direção à tecnologia quando ela ganha autonomia. No caso da GenAI, onde decisões são automatizadas, conteúdos são gerados em massa e dados sensíveis transitam sem pedir licença, essa direção é o que separa avanço de exposição.
O que neste artigo queremos deixar claro é que a TI não pode mais operar à margem das decisões sobre IA. Ela precisa estar no core. Não para centralizar, mas para articular. Só assim a organização consegue criar critérios consistentes, operar com rastreabilidade, integrar soluções com segurança e evitar que a inovação vire uma sequência de soluções improvisadas e insustentáveis.
Mas há um segundo ponto igualmente crítico: a governança não se sustenta sem infraestrutura preparada. E é aí que entra a nuvem, não como destino, mas como base. É na nuvem que dados são organizados, integrações são viabilizadas e o controle se torna possível sem travar o negócio.
Se a sua TI quer liderar a adoção da GenAI com impacto e legitimidade, o próximo passo é garantir que a fundação esteja pronta. Para isso, recomendamos a leitura do artigo “Transformação digital: da nuvem à inteligência artificial”. Nele mostramos como a nuvem se torna aliada direta da governança, e como preparar sua empresa para que a IA seja mais do que modismo, e sim, evolução real.
Governar a IA generativa vai além de entender a tecnologia. É sobre estruturar o ambiente para que ela funcione com propósito, segurança e impacto real. E no meio dessa jornada, algumas dúvidas sempre aparecem.
Nesta seção, respondemos às perguntas mais frequentes sobre o papel da TI, da nuvem e da governança na adoção responsável e estratégica da GenAI.
A TI precisa se antecipar ao uso da IA, em vez de reagir a ele. Isso começa com clareza de papéis, definição de políticas práticas (não apenas formais) e visibilidade sobre os fluxos que envolvem dados e automações. Também é importante criar critérios de adoção, estabelecer controles mínimos de segurança e capacitar usuários com base em riscos e objetivos reais do negócio. A preparação não está em bloquear o uso, mas em tornar o uso seguro e viável em escala.
A nuvem é a base que torna a governança possível sem travar a inovação. É nela que a empresa consegue conectar dados de forma segura, automatizar com rastreabilidade e aplicar controles que realmente funcionam no ambiente produtivo. Com a nuvem, a TI pode integrar a GenAI ao ecossistema existente, monitorar o uso com indicadores consistentes e adaptar a escala conforme a maturidade do negócio.
Sim, precisa. Não para impor barreiras, mas para garantir que a escolha esteja alinhada à arquitetura, aos padrões de segurança e às necessidades reais da empresa. Quando a decisão acontece isoladamente, a organização corre o risco de criar um ambiente fragmentado, caro e difícil de controlar. Com a TI como articuladora, é possível transformar iniciativas isoladas em soluções integradas, seguras e escaláveis.
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