O trabalho remoto já não é mais uma alternativa, mas parte da rotina de milhares de empresas no mundo todo. Essa transformação trouxe ganhos em flexibilidade e produtividade, mas também abriu espaço para um tipo de vulnerabilidade que cresce de forma silenciosa: o acesso corporativo feito fora das paredes da empresa.
De acordo com o relatório X-Force Threat Intelligence Index 2024, da IBM, mais de 36% das violações analisadas tiveram origem em credenciais comprometidas, muitas delas exploradas em conexões remotas sem camadas adequadas de proteção. Esse número revela um ponto crítico: não é apenas a sofisticação dos ataques que preocupa, mas o fato de que a porta de entrada muitas vezes é o próprio colaborador conectado de casa, de um café ou em trânsito.
É nesse contexto que a VPN permanece relevante. Longe de ser uma tecnologia ultrapassada, ela atua como a primeira barreira para blindar acessos corporativos, criando um túnel criptografado que protege dados em trânsito e dificulta interceptações. Ainda assim, nenhuma organização pode depender dela de forma isolada, já que a cibersegurança passa por estratégias multicamadas.
Neste artigo, vamos mostrar por que o trabalho remoto se tornou um novo campo de batalha digital, como a VPN se diferencia em sua versão corporativa e de que forma ela deve evoluir dentro de uma arquitetura mais ampla de cibersegurança.
Vamos lá?
A lógica do perímetro corporativo tradicional, exclusivamente dentro de um escritório físico, deixou de existir. Hoje, colaboradores se conectam de casa, celulares, cafés, aeroportos ou em redes públicas, e cada um desses acessos representa uma nova borda de ataque. Assim, o desafio não está apenas em proteger servidores e aplicações, mas em garantir que o elo mais frágil (o endpoint remoto) não se transforme em porta de entrada para toda a organização.
De acordo com o Verizon Data Breach Investigations Report 2024, 74% das violações analisadas tiveram envolvimento do fator humano, seja por credenciais roubadas, queda em campanhas de phishing ou falhas em dispositivos sem proteção adequada.
Nesse cenário, algumas ameaças se destacam:
Esses vetores mostram que a discussão sobre cibersegurança no trabalho remoto não pode se limitar a firewalls e antivírus. A superfície de risco é dinâmica e, para enfrentá-la, as empresas precisam repensar como blindam o acesso remoto.
É aqui que a VPN corporativa se torna protagonista: não como uma solução isolada, mas como a primeira barreira invisível que reconstrói um perímetro confiável e prepara o terreno para camadas adicionais de proteção — como veremos a seguir.

Se o ambiente remoto ampliou os pontos de vulnerabilidade, a VPN corporativa tem o papel de reconstruir um perímetro confiável, em um cenário em que a rede deixou de ter fronteiras fixas. Sua função não é apenas criptografar dados em trânsito, mas garantir que o acesso remoto ocorra sob políticas definidas pela empresa, reduzindo o risco de movimentações não autorizadas.
A confusão entre VPN corporativa e VPN de uso pessoal ainda é frequente. Enquanto as versões comerciais foram desenhadas para dar anonimato na navegação, a VPN corporativa responde a requisitos de segurança e governança que vão muito além disso. Entre eles estão:
Na prática, isso significa que a VPN corporativa não apenas protege informações contra interceptação, mas também ajuda a manter visibilidade e governança sobre acessos corporativos em escala distribuída.
Na Skyone, ampliamos essa visão com o recurso Cloud Connect, que elimina a dependência de senhas e substitui a autenticação tradicional por certificados digitais. Isso garante não só criptografia e governança avançada, mas também a possibilidade de revogar acessos em tempo real, reforçando a resiliência contra credenciais comprometidas.
Mas apesar da sua relevância, a VPN corporativa não é um recurso isolado. Ela é o primeiro elo de uma estratégia mais ampla, que precisa ser complementada por outras abordagens. É esse caminho de evolução que exploraremos na próxima seção.
A VPN corporativa é fundamental, mas sozinha não responde à complexidade do trabalho remoto de hoje. Se antes bastava criar um túnel seguro entre usuário e sistema, hoje é preciso assumir que nenhuma conexão deve ser considerada confiável por padrão.
Esse é o princípio da abordagem Zero Trust: cada acesso é verificado em tempo real, considerando identidade, dispositivo, localização e até o comportamento do usuário. Na prática, ele substitui a lógica de “acesso liberado após autenticação inicial” por um modelo de validação contínua. Isso reduz significativamente as chances de que credenciais comprometidas ou sessões sequestradas se transformem em um ataque bem-sucedido.
Por outro lado, a autenticação multifatorial (MFA), é uma das peças mais concretas desse quebra-cabeça. Ela garante que, mesmo que um invasor obtenha login e senha, não consiga prosseguir sem um segundo fator de autenticação, seja biometria, token físico e/ou um código temporário. É um recurso simples de aplicar, mas decisivo para evitar que credenciais roubadas se tornem brechas catastróficas.
Quando combinados, VPN, Zero Trust e MFA criam uma arquitetura de acesso remoto mais resiliente. A VPN protege o tráfego em trânsito; o Zero Trust garante que cada solicitação seja validada; e o MFA bloqueia o uso indevido de credenciais. O resultado é um ambiente onde mobilidade e segurança podem coexistir.
Na Skyone, essa visão já é realidade. Nossa plataforma Autosky aplica princípios de Zero Trust em ambientes de nuvem corporativa, controlando acessos com base em identidade e contexto. Em paralelo, nosso recurso SOC Skyone monitora continuamente padrões de conexão, identificando desvios que podem sinalizar tentativas de invasão.
Avançar além da VPN não significa substituí-la, mas conectá-la a uma estratégia de múltiplas camadas. Essa combinação é o que separa empresas que apenas “apagam incêndios” daquelas que constroem resiliência de forma contínua.
E para que esse modelo funcione na prática, não basta tecnologia: é preciso estabelecer políticas de acesso bem definidas e visibilidade permanente sobre quem acessa o quê. É justamente isso que veremos a seguir!
Como defendemos, a maturidade em cibersegurança não depende apenas da tecnologia em uso, mas de como ela é aplicada e monitorada no dia a dia. É por isso que políticas de acesso bem definidas e visibilidade centralizada são tão importantes: elas garantem que as regras não fiquem apenas no papel, mas funcionem como um sistema vivo de governança digital.
Entre as políticas que mais fazem diferença em ambientes distribuídos podemos citar:
Essas políticas só se tornam efetivas quando acompanhadas de visibilidade contínua. Monitorar padrões de conexão, identificar anomalias e correlacionar eventos em tempo real é o que transforma controle em prevenção.
Aqui entram soluções como o SOC Skyone e a Análise de Ameaças, que funcionam como uma torre de observação digital, capaz de enxergar movimentos sutis que poderiam passar despercebidos em um cenário distribuído.
Ao integrar políticas claras com monitoramento ativo, as empresas deixam de operar no escuro e passam a tratar o trabalho remoto não como uma vulnerabilidade, mas como uma frente estratégica de proteção e continuidade.
Para tornar tudo isso mais prático, reunimos no próximo tópico um checklist com as medidas que não podem faltar em equipes remotas seguras. Confira!
Garantir segurança no trabalho remoto não é apenas escolher ferramentas, mas estruturar práticas consistentes que reduzam riscos no dia a dia. Para facilitar esse caminho, reunimos abaixo um checklist objetivo com as medidas que formam a base de qualquer estratégia de proteção:
Esse checklist funciona como um ponto de partida estruturado. Ele cobre desde a proteção do acesso e dos dispositivos até o fator humano, que continua sendo um dos vetores mais explorados em ataques.
Mas lembre-se: ele não é o ponto final. Sem camadas adicionais de Zero Trust, monitoramento contínuo e governança digital, a segurança remota continuará exposta. É essa evolução, do básico bem-feito para uma arquitetura multicamadas, que irá diferenciar sua empresa, preparando-a de verdade para o futuro.
Se você quer entender como aplicar esse checklist à realidade da sua organização e avançar para um modelo de segurança multicamadas, nossos especialistas Skyone estão prontos para conversar! Juntos, podemos desenhar uma estratégia que equilibre produtividade, mobilidade e proteção de dados em qualquer cenário de trabalho para o seu negócio. Fale agora com a gente!
Atualmente, o trabalho remoto é o centro de como as empresas operam, colaboram e competem. Essa mudança ampliou fronteiras, mas também dissolveu o perímetro tradicional de segurança. O desafio agora não está em impedir o remoto, mas em transformá-lo em uma extensão confiável do ambiente corporativo.
Por isso, a verdadeira resiliência não virá de uma única ferramenta ou barreira, e sim da capacidade de orquestrar múltiplas camadas, do privilégio mínimo ao monitoramento contínuo. Empresas que conseguirem alinhar esses elementos não apenas reduzirão riscos, mas também criarão uma base sólida para crescer com confiança em um mercado cada vez mais distribuído.
Em outras palavras, a segurança não deve ser um freio, mas um habilitador. Quando bem desenhada, ela abre espaço para mobilidade, colaboração e inovação sem comprometer a proteção dos dados e da operação.
Se você quer se aprofundar nessa reflexão e entender como a cibersegurança pode deixar de ser apenas um mecanismo de defesa, para se tornar diferencial estratégico de negócio, continue acompanhando os conteúdos sobre esse pilar tão importante aqui em nosso blog!
A segurança do trabalho remoto gera dúvidas recorrentes, algumas técnicas, outras estratégicas. Reunimos abaixo respostas diretas para os pontos mais levantados por gestores e equipes de TI que precisam equilibrar produtividade e proteção em ambientes distribuídos.
Sinais comuns incluem conexões vindas de localizações incomuns, tráfego de rede fora do padrão e tentativas de login simultâneas em diferentes regiões. Além disso, falhas de autenticação ou logs de acesso suspeitos podem indicar comprometimento. Por isso, a VPN deve estar integrada a um SOC ou SIEM, que permite monitorar anomalias e responder rapidamente a incidentes.
Não totalmente. A VPN cria um túnel criptografado que protege dados em trânsito, mas não impede que um usuário autorizado copie ou compartilhe informações sensíveis de forma indevida. Para mitigar esse risco, é indispensável combinar VPN com políticas de privilégio mínimo, auditoria de acessos e monitoramento contínuo.
Sim, desde que haja um controle de identidade forte. Aplicações SaaS modernas podem ser acessadas com segurança por meio de MFA, SSO e soluções CASB, dispensando a VPN. No entanto, sistemas legados e dados sensíveis continuam demandando proteção via VPN corporativa. A escolha depende do tipo de aplicação e da criticidade das informações envolvidas.
CASB (Cloud Access Security Broker) é uma camada de controle entre usuários e aplicações em nuvem. Ele oferece visibilidade, políticas de segurança e proteção contra compartilhamento indevido de dados em serviços SaaS. É necessário quando a organização adota fortemente ferramentas em nuvem e precisa garantir governança, algo que a VPN sozinha não resolve.
Essas três siglas representam diferentes estágios de maturidade em segurança de acesso remoto. Embora muitas vezes apareçam na mesma conversa, elas têm funções complementares:
Em suma, enquanto a VPN é a base para acessos remotos seguros, ZTNA e SASE representam estágios mais avançados de uma arquitetura multicamadas.
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