Todo mundo quer crescer, lançar novas integrações, oferecer mais serviços digitais. Mas, no meio dessa pressa, pouca gente para pra se perguntar: quem está vigiando tudo isso?
Em 2023, mais de 70% dos ataques de ransomware encontraram a porta aberta justamente em APIs expostas ou mal monitoradas, segundo o State of API Security, da Salt Security. E não é difícil entender o porquê. Cada microsserviço criado, cada dado que trafega entre aplicações, cada login de cliente — tudo passa por APIs. Se não houver uma forma clara de controlar quem acessa o quê, quando e como, o que deveria ser eficiência pode virar uma brecha perigosa.
É aí que entra o API Gateway. Muito além de roteador de requisições, ele organiza, protege e faz com que o tráfego funcione de forma segura, mesmo quando a arquitetura cresce sem parar.
Neste artigo, queremos te contar por que tantas empresas ainda ficam vulneráveis sem um API Gateway, e mostrar como usar essa camada para escalar, proteger e simplificar sua operação sem abrir espaço para surpresas desagradáveis.
Boa leitura!
A forma como construímos sistemas mudou — e não há volta. Poucos projetos hoje nascem como blocos únicos, isolados. O padrão é crescer somando módulos, plugando aplicações de parceiros e ampliando integrações, tudo sem interromper a operação.
Essa flexibilidade é o que torna as empresas mais ágeis, mas também cria um ponto de atenção: quanto mais conexões, mais pontos de entrada. E onde há muitos acessos circulando sem coordenação, não demora para surgirem brechas que colocam dados e serviços em risco.
É justamente nesse cenário que o API Gateway se tornou peça-chave para manter tudo rodando de forma organizada e segura.
Para entender por que isso não é exagero, basta olhar mais de perto como microsserviços e cloud computing mudaram a forma de construir e proteger arquiteturas modernas.
A ideia de “quebrar sistemas em pedaços menores” deu às equipes liberdade para lançar funcionalidades novas sem reescrever tudo do zero. Essa abordagem, os microsserviços, hoje já faz parte da realidade de 77% das organizações, segundo o State of Microservices, da O’Reilly.
Em paralelo, a nuvem eliminou fronteiras físicas. Segundo o Flexera 2024 State of the Cloud, 89% das empresas operam em estratégias multicloud ou híbridas. O resultado: mais escalabilidade, mais integrações, e mais APIs abertas 24 horas por dia.
Tudo isso sustenta o crescimento, mas sem um ponto de controle, pode virar um labirinto de requisições, credenciais e dados sensíveis em trânsito. Nesse ponto, o API Gateway faz toda a diferença: ele não bloqueia a evolução da arquitetura, mas sim, organiza para que cada rota exista de forma segura, com regras claras.
Agora que entendemos nosso contexto atual, é hora de detalhar o que é um API Gateway, como ele organiza tudo isso na prática para proteger e escalar com confiança.
Quando uma empresa expande seus serviços, as APIs se multiplicam para dar conta de integrações, novos canais e dados que precisam circular o tempo todo. O problema é que, sem um ponto que concentre essas ligações, cada conexão vira uma porta independente, e administrar tudo isso separadamente é receita para perder o controle.
O API Gateway resolve esse quebra-cabeça criando um ponto central de passagem. Toda requisição, de dentro ou de fora, cruza por ele antes de alcançar os serviços internos. É nesse estágio que se define quem está pedindo o quê, se pode acessar e em qual formato a resposta precisa sair.
A grande diferença em relação a uma API exposta diretamente é justamente essa centralização. Sem o API Gateway, cada serviço precisa lidar sozinho com verificação de credenciais, limites de acesso, bloqueios de uso abusivo, multiplicando esforço, tempo e margem de erro.
Ter um API Gateway funciona como uma portaria de um condomínio: tudo circula, mas ninguém entra ou sai sem registro. E, ao contrário do que muitos pensam, isso não engessa o fluxo. Na verdade, cria uma base sólida para escalar com mais segurança e previsibilidade.
Na prática, existem diferentes tipos de API Gateway, cada um com foco e recursos específicos. Alguns exemplos comuns incluem:
Mais importante do que o nome da ferramenta é garantir que o API Gateway esteja bem configurado, monitorado e alinhado à estratégia de segurança. De nada adianta ter a tecnologia certa sem governança.
Agora que entendemos o que é um API Gateway, como ele funciona e quais opções existem, vamos ver o que mantém tudo isso rodando bem na prática — e por que isso impacta diretamente o crescimento sem abrir brechas.
Até aqui, vimos por que o API Gateway existe. Mas o que ele faz, na prática, para garantir que tudo funcione sem atrito? É nesse ponto que teoria e realidade se encontram, afinal, suas funções vão muito além de apenas “deixar passar ou bloquear” requisições.
Um bom API Gateway cuida de tarefas que, sem ele, acabariam espalhadas em cada serviço, consumindo tempo de equipes e abrindo espaço para falhas que ninguém quer administrar depois.
Vamos olhar primeiro para essas funções, e logo em seguida, entender o que elas entregam de valor real para quem precisa de segurança, controle e eficiência, sem travar o crescimento.
Ter APIs expostas é inevitável em arquiteturas modernas. O que não dá é expor cada ponto sem saber quem acessa, como acessa e o que faz lá dentro. É nesse ponto que o API Gateway assume um papel estratégico: ele reúne em um só lugar tarefas que, se ficassem espalhadas, abririam espaço para erros, retrabalho e custos que só crescem com o tempo.
Na prática, suas principais funções incluem:
Quando essas funções estão no lugar certo, o API Gateway deixa de ser apenas um “passador de dados” para se tornar um centro de comando discreto, mas fundamental para que a arquitetura continue escalável, segura e fácil de manter
Na prática, as funções do API Gateway se traduzem em muito mais do que operação técnica organizada. Para o negócio, isso significa escapar do improviso, ganhar visibilidade sobre o que acontece em cada ponto de entrada e criar espaço para evoluir sem medo de abrir brechas ou perder performance.
Os principais benefícios de contar com essa camada bem estruturada incluem:
No fim das contas, podemos dizer que o API Gateway funciona como um seguro de crescimento: ele não trava a inovação, e sim, a protege para que ela avance com menos surpresas, mais previsibilidade e muito mais tranquilidade.
No entanto, aplicar tudo isso na prática exige olhar além da tecnologia. Para isso, é preciso contar com um parceiro que entenda de estratégia, operação e governança, de ponta a ponta — papel que a Skyone tem assumido em projetos de todos os tamanhos.
Um API Gateway bem escolhido é só o começo. O verdadeiro desafio aparece depois: manter tudo ajustado, monitorado e alinhado à estratégia de crescimento, sem sobrecarregar o time técnico.
Na Skyone, entendemos que governança de APIs não é só tecnologia. É rotina viva, que precisa funcionar todos os dias, sem surpresas. Por isso, combinamos ferramentas consolidadas, como o Kong, com uma camada própria de gestão, suporte técnico e monitoramento em tempo real.
Nosso foco é tirar o peso da especialidade fragmentada. Em vez de cada equipe gastar tempo dominando uma marca diferente, criamos uma interface que abstrai a complexidade. Assim, políticas de segurança, controle de tráfego e visibilidade ficam centralizadas, prontas para crescer junto com a operação.
Mais do que manter tudo seguro, ajudamos nossos clientes a conectar operação e estratégia. Cada API deixa de ser um ponto isolado para virar parte de uma arquitetura viva. Pronta para evoluir com agilidade, mas sem abrir mão de segurança e previsibilidade.
Quer ver isso acontecendo de verdade? Temos frameworks, casos reais e um time pronto para mostrar o melhor caminho, sem complicar quem já tem muito para gerenciar. Converse hoje com um de nossos especialistas e vamos encontrar a melhor solução pra você!
APIs abertas, microsserviços, nuvem… nada disso vai desacelerar. E é isso que faz o API Gateway ser tão decisivo para quem não quer abrir brechas por descuido.
Mais do que um filtro técnico: como vimos ao longo deste conteúdo, o API Gateway é o ponto onde controle, segurança e estratégia se encontram para manter dados, integrações e parceiros circulando sem sustos.
Cada função que o API Gateway executa economiza horas de retrabalho e protege o negócio de falhas que ninguém quer pagar para corrigir depois. E cada benefício reforça a confiança para crescer, integrar novos parceiros ou lançar novos produtos, sem travar quem cuida do dia a dia.
Mas não basta ter a marca certa ou o tipo mais famoso. O que faz diferença de verdade é ter governança viva, processos claros e uma operação que não dependa de ajustes manuais ou especialistas raros. É isso que separa quem só reage de quem cresce com segurança e previsibilidade.
Chegou até aqui e quer entender como isso se conecta com a gestão de dados, outra peça-chave para manter tudo rodando de forma organizada? Vale dar uma olhada em outro artigo de nosso blog: “Governança de dados: o que é e por que é importante para sua empresa”.
Mesmo que sua empresa já use APIs todos os dias, é normal ter dúvidas sobre como funciona um API Gateway; quando ele é realmente necessário e o que muda na prática ao adotar essa camada de controle.
Para ajudar, separamos aqui algumas respostas diretas para guiar quem está decidindo como proteger integrações, microsserviços e dados em circulação.
Geralmente, o API Gateway e o Load Balancer são comparados porque ambos lidam com o fluxo de requisições dentro de uma arquitetura. No entanto, cada um atua de um jeito e em níveis diferentes.
O Load Balancer não é uma API, mas uma peça da infraestrutura que distribui o tráfego entre servidores ou serviços iguais, evitando sobrecarga em um único ponto. Ele funciona como um “balcão de triagem” que garante que todos recebam demandas de forma equilibrada. Já o API Gateway trabalha além dessa distribuição. Ele autentica e autoriza acessos, filtra e roteia requisições, aplica limites de uso (rate limiting) e centraliza logs e monitoramento.
Ou seja: enquanto o Load Balancer cuida de equilibrar o volume, o API Gateway organiza quem pode acessar o quê, de forma segura e padronizada.
Apesar de um API Gateway não ser uma solução antivírus ou um firewall tradicional, ele desempenha um papel essencial na prevenção de ataques.
Muitos ransomwares exploram APIs expostas, mal monitoradas ou sem autenticação padronizada. O Gateway evita isso criando pontos de controle únicos, com regras claras de acesso, autenticação forte e registro de tudo que trafega. Ou seja: ele reduz a superfície de ataque, bloqueia abusos e ajuda a identificar comportamentos suspeitos, complementando outras camadas de segurança.
Sim. O tamanho da operação não muda o risco de ter APIs abertas demais ou mal gerenciadas. Mesmo negócios menores, que usam microsserviços ou fazem integrações com parceiros, podem se beneficiar do Gateway para centralizar segurança, autenticação e controle de tráfego, sem ter que criar filtros manuais em cada serviço.
Além disso, o Gateway ajuda a padronizar práticas que facilitam o crescimento, evitando retrabalho quando a operação evoluir ou novas APIs forem lançadas.
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